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Segue o link do artigo:

SILVA, R.C., AMORIM, L.M.E. Urbanismo paramétrico: emergência, limites e perspectivas de nova corrente de desenho urbano fundamentada em sistemas de desenho paramétrico.In V!RUS. N. 3. São Carlos: Nomads.usp, 2010

>>JU :: Vamos! Vou convidar algumas pessoas que talvez possam contribuir a essa discussão, ok?
Fabinho, concordo com você que o uso de parâmetros não é novidade. Faz parte inclusive de qualquer estrutura racional a admissão de parâmetros. Quando de usa o termo “Urbanismo Paramétrico”, “Arquitetura Paramétrica”, “Parametricismo” não significa apenas arquitetura com o uso de parâmetros e sim uma inversão do seu papel. Usando a citação do texto, na Arquitetura paramétrica “são os parâmetros de um determinado objeto que são declarados e não a sua forma” )[KOLAREVIC, 2005, p.253]. Deixando claro que isso não significa uma desvalorização da forma, da mesma forma que os parâmetros nunca foram deixados de lado: isolação, vento, eficiência estrutura, custo, entre tantos outros, tiveram sempre um peso forte na concepção da forma. Então o que muda? O que muda não está claro, mas o que tem que mudar pra mim já está gritante.
Somos já uma sociedade diferente, iniciamos um processo intenso de revisão da estrutura horizontal, hierárquica. Não vou entrar na argumentação do porque dessa mudança, mesmo a melhor explicação que eu cheguei até hj foi: porque sim, porque a mudança faz parte da humanidade.
Definir essa mudança quando estamos em meio a ela é algo bem complicado, acho que por isso tanta divergência e polêmica no assunto. Fato é que estamos mudando e junto com essa mudança um conceito muito importante da sociedade industrial entra em cheque: o objeto, o produto. Hoje o material está perdendo cada vez mais sua importância. Gosto muito do conceito de “não-objeto” do Flusser. Fabricar “não-obejtos” significa aprender, isto é adquirir informações, produzi-las e divulgá-las. [FLUSSER, 2007, p.43]
Seguindo essa idéia eu acredito sim em uma inovação da arquitetura, uma arquitetura menos objeto, mais informação.
Concordo com você que a capacidade de controlar esse parâmetro mudou com o advento de novas tecnologias. Mas eu acho que isso é conseqüência, não causa. Acho que é conseqüência de uma demanda social. E quero enfatizar a palavra SOCIAL, porque se dependesse só de arquitetos acho que ainda estaríamos na prancheta. Essa evolução tecnológica que assistimos hj na nossa área é fruto de uma produção coletiva em várias outras.
Aplicação no urbanismo significa GIS? Se for isso eu tenho alguns pontos a colocar. De qualquer forma eu acredito que ainda estamos engatinhado nesse assunto, principalmente na nossa capacidade de dividir a prancheta e é nessa mudança de mentalidade que eu acredito em um “parametricismo”. Mas concordo com vc de novo, esse termo tem sido usado de um canto ao outro e muitas vezes de forma bem estranha.

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